sábado, 11 de junho de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Assembleia de Campanha Salarial com os servidores está mantida
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jaraguá do Sul (Sinsep) reafirma a convocação para que todos os servidores jaraguaenses compareçam à Assembleia Geral da Campanha Salarial 2011, que está marcada para as 17h30min dessa sexta-feira (25), no auditório do Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário (rua Francisco Fischer, 60). "Mesmo com o anúncio de reajuste de 7,5% e no vale refeição, de R$ 11,00 para R$ 14,00, feitos pela prefeita Cecília Konell um dia antes da nossa Assembleia, temos grande chance de melhorar a proposta se os servidores demonstrarem mobilização", conclama o presidente do Sindicato, Luiz Ortiz Primo. "É possível negociar um reajuste ainda melhor", assegura o presidente do Sinsep.
A Prefeitura de Jaraguá do Sul compromete menos de 44% da receita com a folha de pagamentos do pessoal. "É possível reajustar o salário dos servidores sem ultrapassar os 51% de limite prudencial estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal", reforça Luiz Ortiz Primo. Ele lembra que a proposta anunciada "representa pouco mais de 1% de ganho real aos salários dos servidores, o que é pouco". A direção do Sinsep entende que quanto maior o número de servidores presentes, maiores as chances de conquistar reajuste melhor. "A gente espera que a prefeita respeite a representatividade do Sindicato e venha para a mesa de negociação. Temos tempo até o dia 1º de abril para realmente fazer valer o processo de negociação coletiva com a Prefeitura Municipal", conclui Ortiz Primo.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Reajuste do Piso Salarial Estadual
Reajuste do Piso Salarial Estadual
03/02/2011
O povo catarinense obteve uma extraordinária conquista do reajuste do piso salarial estadual e, com ele, o reconhecimento pela classe empresarial, da legalidade e importância desse instrumento na distribuição de renda e desenvolvimento sustentável do nosso Estado.
Ainda que abaixo dos 10,85% pleiteados pelo movimento sindical nas negociações desde meados do segundo semestre de 2010, o reajuste em torno de 7,5% concretiza a luta pela implantação, cumprimento e reconhecimento do Piso iniciado em 2006.
A negociação do reajuste foi fechada no período da manhã desta segunda feira 31/01 em reunião do Movimento Sindical com os representantes da classe empresarial do Estado, sob a coordenação do Dieese.
Conforme exigência da lei, a proposta foi apresentada no período da tarde ao Governador Colombo que, juntamente com o Vice Governador recebeu a Comissão de negociação e se comprometeu de encaminhar para a aprovação na ALESC em regime de urgência, pois os novos valores são retroativos a janeiro do corrente ano.
Como o principal objetivo era o reconhecimento e reajuste do piso, a lei continua da forma como foi aprovada em 2009, seguindo para a ALESC somente a proposta de reajuste.
Abaixo segue a nova tabela:
| Nível do Piso | Lei 459/2009 | Reajuste janeiro 2011 |
| 1º | R$ 587,00 | R$ 630,00 |
| 2º | R$ 616,00 | R$ 660,00 |
| 3º | R$ 647,00 | R$ 695,00 |
| 4º | R$ 679,00 | R$ 730,00 |
CUT SC
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Pela jornada de 30 horas aos Assistentes Sociais
Em Schroeder, o prefeito Felipe Voigt comprometeu-se em estudar o assunto. Já os prefeitos de Guaramirim, Nilson Bylaardt, e de Massaranduba, Fernando Reinke, ainda não deram resposta ao ofício protocolado pelo Sindicato.
Fecam abre espaço para debate sobre a Lei
A Fecam (Federação Catarinense de Municípios) emitiu Comunicado em 8 de setembro de 2010, orientando que os municípios “dispõem de autonomia para determinar a jornada de trabalho e o piso salarial dos servidores a ela vinculados”. No entanto, após audiência com a diretoria do Conselho Regional de Serviço social (CRESS 12ª Região), realizada em 19 de outubro de 2010, a entidade passou a ter outro entendimento e possibilitou que o Conselho debatesse o assunto com os prefeitos nas suas respectivas regiões. “A aprovação da Lei se constitui numa conquista dos trabalhadores/as assistentes sociais pautada na defesa de melhores condições de trabalho e por consequência na melhoria da qualidade dos serviços prestados à população”, argumenta o CRESS.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Assembleias elegem Delegados ao Congresso da Fetram e aprovam Orçamento para 2011
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jaraguá do Sul e Região – SINSEP – convoca todos os Servidores Públicos Municipais de Jaraguá do Sul, Guaramirim, Corupá, Schroeder e Massaranduba, para Assembléia Geral Extraordinária que acontece no dia 05 de novembro de 2010, às 17h em primeira convocação ou às 17h30 em segunda convocação, no auditório do Sindicato dos Empregados no Comércio de Jaraguá do Sul e Região, situado na Rua Frederico Bartel, nº 140 centro, Jaraguá do Sul, SC, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: Tirada de Delegados para o VI Congresso da FETRAM-SC.
ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA - EDITAL DE CONVOCAÇÃO
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jaraguá do Sul e Região – SINSEP – convoca todos os seus associados para ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA que se realiza no dia 05 de novembro de 2010, às 18h, em primeira convocação, ou às 18h30min em segunda convocação, no auditório do Sindicato dos Empregados no Comércio de Jaraguá do Sul e Região, situado na Rua Frederico Bartel, nº 140, centro, Jaraguá do Sul (SC), para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: Previsão Orçamentária para o ano de 2011.
Jaraguá do Sul, 20 de outubro de 2010.
Luiz Carlos de Souza Ortiz Primo - Presidente
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
CARTA ABERTA À COMUNIDADE DE SCHROEDER
A maioria dos professores de Schroeder possui Pós-graduação, está em permanente processo de atualização profissional, sem que haja retorno e reconhecimento por parte da Prefeitura, uma situação que se arrasta há anos. Muitos professores estão pedindo demissão da rede municipal de ensino, em Schroeder, devido à falta de perspectivas de ascensão profissional a pelos baixos salários pagos à categoria. No dia 26 de agosto, a comissão de negociação reuniu-se com o prefeito na tentativa de chegar a um acordo, mas não foi possível. No dia seguinte, o prefeito Felipe Voigt inclusive participou da Assembleia do Magistério, no Centro de Múltiplo Uso, sem trazer qualquer esperança de um reajuste salarial em 2010.
Os professores de Schroeder decidiram agir de forma mais contundente para sensibilizar a administração municipal. No dia 8 não haverá aula e, sim, manifestação e vigília na frente da Prefeitura. Por isso, pedem a compreensão e a solidariedade de toda a comunidade, que será a principal beneficiada com a necessária valorização profissional do Magistério. O salário de R$ 1.175,46, pago pela Prefeitura ao professor com Licenciatura Plena e carga horária de 40 horas semanais, atualmente, não é digno de uma categoria que dedica a vida para ensinar às crianças e jovens a formação do caráter, o sentimento pátrio, o amor ao próximo, o despertar crítico. O patrimônio humano é o bem maior de uma sociedade e o professor é o grande responsável pela sua formação.
Schroeder, 2 de setembro de 2010
Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jaraguá do Sul e Região
Professores da Rede Pública Municipal de Ensino de Schroeder
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Brasil formaliza ratificação da Convenção 151 da OIT
A Convenção 151 foi assinada em 1978 por diversos países, inclusive o Brasil, e teve sua ratificação aprovada pelo Congresso brasileiro em abril deste ano. O acordo estabelece como princípio o direito à organização sindical e à negociação coletiva entre os trabalhadores públicos e seus respectivos gestores, que no caso podem ser qualquer uma das três esferas de governo – municipal, estadual ou federal.
Para deputados petistas, a formalização é uma vitória do servidor público na conquista da negociação trabalhista. Segundo o deputado Vicentinho (PT-SP), a ratificação é resultado de uma grande luta sindical. "Hoje temos governadores e prefeitos, como o ex-governador de São Paulo (José Serra, PSDB), que sequer se reúnem com os servidores. Com a formalização da ratificação, eles serão obrigados a sentar e negociar. Isso é o resultado de um longo trabalho dos sindicatos, da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e do Brasil", afirmou.
A Conferência Internacional do Trabalho ocorreu entre os dias 2 e 18 de junho, em Genebra. Este ano, entre os principais debates do evento estiveram as formas de preparar o caminho para a recuperação de postos de trabalho e promover um crescimento mais sustentável e equilibrado.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Assembleia vota propostas para continuação da reforma do Plano de Cargos e Salários
no STIVestuário. Participe!
O Sinsep convoca os servidores jaraguaenses a participarem da Assembleia Geral que acontece às 18 horas do dia 18 de junho, no Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário (Francisco Fischer, 60).
A Assembleia deve analisar e aprovar a proposta da categoria para reforma do Plano de Cargos e Salários, a ser entregue à Prefeitura. Até o dia 31 de março, o Sinsep recebeu sugestões dos servidores a serem incluídas no Plano e o conteúdo aprovado pela Assembleia do dia 18 será encaminhado à prefeita Cecília Konell. A primeira etapa da reforma do PCS foi implantada na gestão passada e existe compromisso assumido pela atual administração em concluí-la ainda este ano.
terça-feira, 25 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Câmara aprova reajuste de 7,7% para as aposentadorias e fim do fator previdenciário
Em votação realizada na Câmara Federal nesta terça-feira (4), os deputados aprovaram o reajuste de 7,72% para aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima do salário mínimo e o fim do fator previdenciário. Estas proposições fazem parte da medida provisória (MP 475/09).
Com este reajuste, cerca de 30% do total de beneficiários no Brasil serão favorecidos, ou seja, mais de 8 milhões pessoas. O reajuste será retroativo a janeiro, quando foi concedido aumento de 6,14%.
Para o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sintapi-CUT), Epitácio Luiz Epaminondas (Luizão), este foi um importante avanço para os aposentados e pensionistas que nos últimos anos sofreram com o processo de defasagem. “O aumento nas aposentadorias conquistado através da mobilização e pressão da CUT vêm ratificar o processo de justiça social.”
A direção nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que vai se reunir nos próximos dias 12 e 13 em Brasília, aprofundará o debate sobre o tema. Artur Henrique disse que acredita “que a CUT deve aprovar uma resolução que defenda o reajuste de 7,7% e o fim do fator previdenciário, que é pauta histórica da nossa Central, recomendar pressão sobre o Congresso e enviar uma carta oficial ao presidente Lula pedindo para que não vete a medida”. O presidente cutista também considerou “uma pena que não tivéssemos aproveitado o momento para, desde já, ter implementado uma política permanente de valorização das pensões e aposentadorias. O debate ficou restrito apenas ao reajuste de janeiro de 2010. Mas a CUT vai permanecer nesta briga”.
Os deputados também aprovaram a emenda que propõem o fim do fator previdenciário. Caso aprovada no Senado, a medida passará a valer a partir de 2011.
O fator previdenciário é um índice referencial usado para calcular o valor do benefício das aposentadorias. O fator leva em conta a idade do trabalhador, o tempo de contribuição e a expectativa de sobrevida no momento de aposentadoria. Anualmente, o IBGE pesquisa a expectativa de vida do brasileiro, que tem aumentado nos últimos anos. Isso interfere no fator previdenciário, reduzindo ainda mais o benefício sempre que a expectativa de vida cresce.
Por dar um peso muito grande na expectativa de vida, o fator previdenciário reduz, em muitos casos, os valores dos benefícios da Previdência em relação ao salário de contribuição. “Com fim deste dispositivo, os trabalhadores poderão requerer benefício integral mais cedo e com valores corretos", relata Luizão.
A Medida Provisória 475 segue agora para votação no Senado. A previsão é que ela seja votada ainda nesta semana. Se não houver nenhuma alteração ela será enviada para a sanção do presidente Lula.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
2010 será melhor para a economia brasileira

*José Álvaro de Lima Cardoso(08.12.2009)
Este foi um ano de resistência para o Brasil. A economia brasileira iniciou 2009 com produção em baixa e desemprego em alta, emergindo da chamada recessão técnica ainda no segundo trimestre, quando cresceu 1,9%, frente ao primeiro trimestre. No último trimestre de 2008, e no primeiro deste ano, a economia brasileira havia encolhido 3,4% e 1%, respectivamente. No acumulado dos seis primeiros meses de 2009, o PIB havia recuado 1,5% e na comparação dos últimos quatro trimestres frente a igual período imediatamente anterior, o crescimento foi de apenas 1,3%. O nível de utilização de capacidade instalada da indústria atingiu em fevereiro, no pior momento da crise, 77,6% e o setor agropecuário, nos primeiros seis meses do ano, repetia a cada mês um resultado pior do que o verificado no mês anterior. Os investimentos privados paralisaram com a crise, o que se prolongaria até outubro, mais ou menos. Nos primeiros meses do ano a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) recuou expressivamente interrompendo uma trajetória anterior de crescimento, de vários trimestres consecutivos. O consumo das famílias durante toda a crise continuou expandindo, ainda que a taxas menores do que em 2008, em parte impulsionado pela normalização da oferta de crédito a partir de abril, mas também pelo crescimento da massa salarial, que reagiu tão logo passou o pior da crise. O comércio, que foi atingido no auge da crise, começou a se recuperar mais fortemente a partir de maio e, em julho, a receita nominal de vendas já acumulava alta em 12 meses de 11,4%, segundo os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC-IBGE).
Passados cerca de quinze meses dos piores momentos da crise, na conjuntura internacional aos poucos os problemas vão sendo superados. Já se observa uma maior estabilidade do crédito e o mercado interbancário está mais estável. Mas a retomada é lenta e repleta de altos e baixos. De qualquer forma, parece que o risco de uma crise sistêmica, pelo menos no curto prazo, está descartado. A crise sistêmica, ao que parece, já ocorreu, visto que mais de cem instituições financeiras faliram nos Estados Unidos, desde o início da crise. Por outro lado, os chamados ativos tóxicos dos bancos dos EUA, que demandou um robusto plano de ajuda econômica do governo estadunidense em março, aos poucos vão sendo digeridos pela economia.
No Brasil, o crescimento econômico retomou com vigor e cada novo dado divulgado vem surpreendendo a todos. A combinação da política econômica adotada (que mistura estímulos fiscais, efeitos atrasados da redução dos juros e o aumento do crédito doméstico puxado pelos bancos públicos) vem expandindo o crescimento, o que se evidenciará na divulgação dos dados de evolução do PIB no terceiro trimestre, nesta semana. É possível que o crescimento do PIB no terceiro trimestre de 2009 supere os 8%, em termos anualizados. Salvo um novo tsunami na economia mundial, 2010 será um ano melhor para a economia brasileira.
*Economista e supervisor técnico do DIEESE em Santa Catarina.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Em cenário externo confuso, a aposta deve ser no mercado interno

José Álvaro de Lima Cardoso,
Economista e supervisor técnico
do DIEESE de Santa Catarina.
Quando se pensa o crescimento do país para os próximos meses, não se pode deixar de olhar a atual valorização do câmbio com preocupação. É grande a possibilidade de elevação do déficit em conta corrente em 2010 com uma retomada mais vigorosa da economia. A trajetória está longe de ser explosiva, mas deve ser olhada com preocupação. No ano passado o déficit em conta corrente ficou em 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB), e neste ano deve cair para 1% ou menos, em função da queda do consumo das famílias, do governo e dos investimentos. O problema é que uma aceleração do crescimento com um câmbio no nível atual certamente vai elevar o déficit em conta corrente.
As opções não são muitas. Uma delas é aceitar a idéia que expandir o PIB significa aumentar o déficit em conta corrente, que, pelas previsões, pode chegar a 3% do PIB no ano que vem. Outra possibilidade é aumentar a poupança doméstica, das famílias e do governo, como fazem os países asiáticos, especialmente a China, onde o consumo das famílias em relação ao PIB é de 35% (no Brasil é mais de 60%). Mas no curto prazo e médio prazo esta é uma possibilidade não muito palpável.
Um cenário possível é o de que os déficits em conta corrente que podem se verificar a partir de 2010 sejam cobertos com um volume crescente de investimentos estrangeiros diretos (IED). Nos seis primeiros meses deste ano, houve ingresso de US$ 12,684 bilhões e nos 12 meses terminados em junho, ingressaram US$ 41,033 bilhões em investimentos estrangeiros diretos. As previsões para o ano são de que o IED pode chegar a US$ 30 bilhões, volume inferior ao recorde de US$ 45 bilhões alcançado em 2008, mas o quarto maior desta década.
Em cenário conjuntural incerto como o atual, dois aspectos parecem ser bastante claros. O Brasil não pode se dar ao luxo de não ter superávits comerciais, sob pena de abrir um rombo na conta corrente do balanço de pagamentos no médio prazo. É fundamental levar em conta que a redução da vulnerabilidade externa brasileira nos últimos anos, que nos deu condições de enfrentar a crise internacional sem quebrar, deve-se aos superávits comerciais, que permitiram superávits seguidos no balanço de pagamentos e a redução do peso da dívida pública sobre o PIB. O superávit não precisa e nem deve ser muito expressivo, em função do risco de sobrevalorização do real, mas a balança comercial tem que ser positiva. Obviamente o superávit comercial tem que vir acompanhado de esforços no sentido de agregar valor às nossas exportações, algo bastante difícil neste momento de protecionismo global e de elevação da demanda mundial por commodities agrícolas e minerais, áreas onde o país é imbatível.
Outra linha de intervenção estratégica, que parece bastante óbvia em termos macroeconômicos, são as medidas de expansão e fortalecimento do mercado consumidor interno, que longe de ser um problema, é a saída para enfrentar o cenário econômico dos próximos anos. Neste sentido têm importância capital o programa habitacional "Minha Casa Minha Vida", que tem R$ 28 bi em subsídios e R$ 60 bi em investimentos previstos e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que significa um orçamento de R$ 22 bilhões para as obras de infra-estrutura em 2009. Ambos os programas têm um potencial espetacular de geração de empregos nas suas respectivas cadeias produtivas.
A redução da Selic (taxa de juro básica da economia) também tem sido fundamental. Desde janeiro, com a redução da taxa de 13,75% ao ano para os atuais 8,75%, os resultados já são muito positivos. Nesse período, os bancos cortaram em média mais de 10 pontos percentuais do juro bancário para as pessoas físicas. A taxa média do financiamento ao consumo recuou de 57,9% ao ano, no início do ano, para 47,3% ao ano, em maio, de acordo com dados do BC. No crédito pessoal, essa redução foi ainda mais significativa, com juros médios caindo de 60,4% para 46,6% ao ano. Conforme têm alertado especialistas em crédito as instituições financeiras levam em média três meses para incorporar as reduções da Selic. Portanto, a tendência é de um maior barateamento do crédito nos próximos meses.
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terça-feira, 26 de maio de 2009
"Impostômetro" desconsidera que pobres pagam mais impostos, criticam economistas
Segundo Biava, “a discussão de que se paga muito imposto ou se paga pouco imposto é relativa. O problema da nossa carga tributária não é o seu tamanho, mas sua distribuição: quem que suporta esse imposto?” Na opinião do professor, os impostos recaem sobre os setores mais pobres da sociedade. O consultor de finanças públicas Amir Kahir concorda: “Na realidade, quem paga imposto no Brasil é da classe média para baixo”. Segundo o especialista, quem ganha até 2 salários mínimos paga até 49% do que ganha em tributos. Mas quem ganha acima de 30 salários mínimos paga apenas 26% dos seus rendimentos em tributos. “Ou seja, há uma grande regressividade. Coisa que não é levantada pelas associações comerciais, pelas empresas de forma geral”, critica. Para Kahir, “o maior defeito do sistema tributário brasileiro é sua alta regressividade que, junto com a má distribuição de renda, são os grandes freios ao desenvolvimento econômico do país”. A avaliação é compartilhada por Pochmann e Biava. “Nós temos uma estrutura desigual tanto na arrecadação quanto no gasto. Uma parcela do gasto que é feito não se volta para os mais pobres”, acrescenta o presidente do Ipea. Segundo Biava, o Estado tira dos mais pobres pelas duas mãos: “o resultado da atividade do setor público é concentradora. A maior parte do sistema tributário é constituída de impostos regressivos que penalizam mais os pobres. Os gastos públicos penalizam também os mais pobres na medida que privilegiam pequenas categorias da sociedade”.
Por Gilberto Costa/Abr.
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domingo, 24 de maio de 2009
Ser Governo não é brincadeira
Luiz Cezar Schorner
Professor da rede estadual de ensino, dirigente do SINTE Regional e do Sinsep
A afirmação da gerente Regional de Educação, senhora Deni Rateke (ANJaraguá, edição de 22 maio de 2009), de que o problema da falta de contratação de professores substitutos àqueles que estiveram ou estão em licença médica está na burocracia é uma prova - não a única - de que o governo LHS (PMDB-PSDB-DEM), como diria aquele deputado, "está se lixando" para a Educação. Será que na era da informática não é possível contratar professor em tempo hábil? Será que o prejuízo educacional dos alunos compensa o não pagamento de uma multa por parte do governo?
Dizer que os alunos que ficaram sem aulas de determinada matéria por quinze, vinte ou até trinta dias não têm prejuízo é de uma irresponsabilidade sem tamanho. É brincar com a inteligência das pessoas. Quanto àqueles alunos que tiveram aulas com outros profissionais que não dos especialistas da matéria: que tipo de aulas tiveram? Qual a qualidade do aprendizado? Difícil concordar com a gerente quando afirma que não houve ou há prejuízo aos alunos.
Nas declarações da gerente de Educação há outros agravantes. Deni Rateke transfere a responsabilidade pela falta de contratação de professores substitutos aos próprios professores que, segundo ela, não têm comprometimento com a educação. Mas a gerente não disse qual a causa do problema. Por que os professores ficam doentes? Por que há um número tão grande de professores em licenças médicas? Qual o comprometimento do governo de SC com a saúde de seus professores? Já houve algum trabalho sério de prevenção de doenças na rede estadual de ensino?
Os professores da rede estadual recebem salários aviltantes, o que faz com que a maioria absoluta tenha de executar jornadas de trabalho absurdas (muitos trabalham até 60 horas semanais..). Não bastasse isso, salas de aulas superlotadas, condições de trabalho precárias, quase nenhuma requalificação profissional, violência nas escolas, também são causas das doenças dos professores. E o governo LHS, o que faz para melhorar esta situação dramática? Responsabiliza injustamente os professores.
Ao invés de desenvolver uma política séria de prevenção de doenças entre os professores, valorizá-los, pagando salários justos, melhorando as condições de trabalho, o que faz o governo? Encaminha à Assembléia Legislativa do Estado de SC quatro projetos de Lei que retiram direitos históricos dos professores e ataca desavergonhadamente a categoria, historicamente tão maltratada. Também não reconhece a Lei do Piso Nacional do Magistério e também não cumpre a Lei ao não organizar o Conselho Estadual do FUNDEB (Fundo do Desenvolvimento da Educação Básica)
A falta de comprometimento não é do professor, e sim do governo de SC e de seus cães de guarda que, ao invés de transferir responsabilidades que são suas, deveriam estar, realmente, promovendo uma Educação de Qualidade para todos. Não é de hoje que se põe a culpa da doença no doente. Santa Catarina é um Estado onde a Educação não é levada a sério. É uma brincadeira de mal gosto.
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
A saída está no crescimento e na aposta pelo mercado interno
*José Álvaro de Lima Cardoso
A crise financeira mundial, que abalou fortemente o crescimento do Brasil a partir do último trimestre de 2008, afetou direta e significativamente a arrecadação pública nas três esferas de governo. A redução de alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor automobilístico, por exemplo, e a correção da tabela de imposto de renda, medidas que têm sido fundamentais para contra-restar os efeitos da crise no Brasil, atingiram fortemente a arrecadação municipal. Estes dois impostos, como se sabe, são a base para o cálculo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), e a sua diminuição se reflete em menores receitas, que dependem, em sua grande maioria, dos repasses do FPM e do ICMS. Para essa maioria, normalmente as receitas tributárias próprias (IPTU, ISS, ITBI) têm peso pequeno na arrecadação total.
Estudo elaborado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) estima que os municípios perderão R$ 8,1 bilhões do Fundo de Participação de Municípios (FPM) em 2009, comparado com o valor previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA). A estimativa da Confederação é que os dois citados impostos federais, que servem de base para o cálculo do FPM, alcançarão R$ 212,8 bilhões em 2009, gerando um valor bruto de FPM de R$ 50 bilhões. Em relação ao valor arrecadado em 2008 – R$ 52,8 bilhões – o valor previsto para 2009 representa uma queda de 5,6% em termos reais. Se a comparação for feita com o valor originalmente previsto pela LOA a queda atinge 16,4%, em termos reais. As projeções da CNM levaram em conta a arrecadação do FPM do primeiro trimestre deste ano, que somou R$ 11,8 bilhões em valores brutos, e R$ 9,4 bilhões em valores líquidos, o que representa uma queda de 12,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a Federação Catarinense dos Municípios (FECAM) no primeiro quadrimestre do ano, os municípios catarinenses receberam R$ 608,1 milhões do FPM, um valor -6,23% menor que o obtido no mesmo período de 2008.
A partir de pressão dos prefeitos de todo o Brasil, em 06 de maio o Congresso Nacional aprovou o repasse de R$ 1 bilhão ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) - Projeto de Lei nº8/09, destinado aos municípios brasileiros para compensar a queda na arrecadação do FPM no primeiro quadrimestre. A estimativa da FECAM é de que o valor repassado para os 293 municípios de Santa Catarina alcance cerca de R$ 40,4 milhões. Segundo análise dos prefeitos e de representantes da FECAM estes valores serão suficientes para compensar as perdas de arrecadação decorrentes da queda do repasse do FPM.
Garantir os níveis de recursos para as prefeituras, neste momento, não é apenas garantir os direitos dos cidadãos aos investimentos municipais, e aos servidores de manterem os seus salários reais e receberem em dia. É mais do que isso. Os investimentos em obras, e a manutenção dos empregos e dos salários reais, além de serem vitais aos munícipes, exercem um efeito anticíclico extremamente importante na economia, fundamentais para evitar a recessão e permitir que o Brasil retome o crescimento o mais rápido possível.
Vários aspectos têm sido capitais para o Brasil estar conseguindo enfrentar a atual crise internacional sem quebrar, com destaque para as reservas internacionais, o controle da dívida pública, o os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mas, possivelmente, nenhum tem sido tão importante quanto o fato de que nos últimos anos o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) vinha sendo alavancado pelo dinamismo do mercado interno, através do consumo das empresas, dos gastos das famílias e dos investimentos públicos, incluindo os municipais.
O Brasil tem todas as condições de retomar o crescimento ainda no último trimestre deste ano. Dada a gravidade da crise, a recuperação da economia mundial será provavelmente um processo lento. Mas no Brasil, é perfeitamente possível uma retomada do crescimento, ainda que a taxas modestas, no último trimestre de 2009. As condições para tanto são muito favoráveis: a inflação está sob controle, o câmbio estabilizou, e os investidores estão retornando ao país, até de forma surpreendentemente rápida. Além disso, o ciclo atual de queda da taxa de juros, somado a várias outras medidas que já estão sendo tomadas (com destaque para a redução do IPI dos automóveis, o aporte extra de R$ 100,0 bilhões para o BNDES, as obras do PAC e o pacote de combate ao déficit habitacional), podem colocar a economia em uma rota clara de recuperação nos próximos meses. Mas os agentes econômicos, incluindo as prefeituras, têm que fazer a sua parte, garantindo a manutenção dos serviços aos cidadãos e o valor real dos salários dos servidores.
*Economista e supervisor técnico do DIEESE em Santa Catarina.
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sábado, 16 de maio de 2009
"A mídia não pode ter dono"
Pedrinho Guareschi reforça que o controle da mídia é contra a Constituição Brasileira, porque "a comunicação é um serviço público, não admitindo monopólios e oligopólios. A Rede Globo, a RBS, por exemplo, são do povo, têm 15 anos de concessão para prestar serviço de utilidade pública. Infelizmente, a sociedade não se dá conta de que a comunicação é muito importante e não pode ficar nas mãos de meia dúzia de famílias", afirma o teólogo, defensor da implantação do Conselho Federal de Jornalismo: "Seria uma solução, a exemplo da Psicologia, dos economistas, dos advogados (através da OAB), cada qual se vigia, mas o único que não pode fazer isso é o jornalista, porque ele tem dono e os donos da mídia não querem o Conselho Federal de Jornalismo". Guareschi defende a profissão - "alguém tem que estudar, é provocado para isso", destaca - e convoca os demais setores da sociedade para que façam o mesmo.
Queremos rever as concessões
José Sóter, coordenador executivo da Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária), foi o segundo palestrante da Pré-Conferência e relembrou meados da década de 70, quando a maioria absoluta dos cinco mil municípios não tinha meios de comunicação: "Os meios de comunicação eram limitados a poucos orelhões (telefones públicos), daí a experiência de rádios-poste, a comunicação direta com a população", exemplificou. "No novo milênio o país está cambiado com fibra ótica, surgiram inúmeros instrumentos de comunicação (internet banda larga, rádio web...), que atingem todos os lares, hoje podemos ter voz, sermos produtores de conteúdo", afirmou. O palestrante criticou que "em nenhum momento, em todo esse tempo, se discutiu a propriedade da mídia no Brasil, ou seja, como fazer para que nossa voz seja ouvida". Como exemplo, cita que "a legislação sobre televisão, que proíbe rede em mais de cinco estados e, no entanto, só a Globo é captada em 5.600 municípios brasileiros. Secretário geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Sóter defende que se cumpra a legislação, para que "artistas, jornalistas, os próprios conteúdos da mídia reflitam a identidade regional, o nosso meio".
Por que nunca se cassou um meio de comunicação no Brasil? "Porque dois terços do Congresso Nacional precisam aprovar a cassação", respondeu o coordenador da Abraço. Nada menos de 178 deputados federais são donos dos meios de comunicação. Ele contou que a Associação ingressou com Ação judicial solicitando cassação de uma rádio do Rio Grande do Sul, cuja concessão havia vencido: "O Ministério Público consultou a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e a resposta foi negativa, sob alegação de que traria grande prejuízo à sociedade se a rádio fechasse". Em contrapartida, denunciou, "as rádios comunitárias são consideradas piratas". Sóter insiste que é necessário rediscutir as concessões, caso contrário, o monopólio vai continuar. "É preciso abrir licitação de novo para termos os nossos canais e atuarmos no viés da luta de classes, assumindo a contra-informação. Não vamos brigar por espaço na mídia tradicional, muito menos compartilhar com ela as nossas lutas".
Burguesia reacionária e mídia golpista
A democracia da comunicação é um processo em curso, na opinião do professor da USP, Bernardo Kucinski, outro palestrante da pré-conferência. Doutor em Ciências da Comunicação, Kucinski analisa que "vivemos uma profunda revolução, ainda em curso, uma nova ambiência e novas formas de relacionamento. Os jornais impressos estão em declínio, o que antes era a indústria de capital intensivo, hoje é notícia obsoleta. Este negócio (jornal) de derrubar árvores, imprimir, distribuir não tem lógica, nem mercantil, nem informativa, nem ecológica. Por perderem caráter informativo, os jornais tornaram-se mais ideológicos e perderam leitores". Bernardo Kucinski denunciou que o Brasil "possui uma burguesia que não gosta do seu povo e uma mídia golpista, que se apropria do Estado e não permite que os meios de comunicação caiam nas mãos da sociedade, ou seja, no limite, prepara o golpe".
Ex-assessor Especial da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Kucinski criticou o PT e a própria CUT por não fazerem a comunicação estratégica, "devido às facções internas, aos projetos em disputa". Por isso, ele considera que "o problema não está na burguesia, mas dentro de nós". Para o palestrante, o governo Lula, "nosso governo", fez um pacto estratégico com o capital financeiro, em outras palavras, "ganhamos a eleição, mas não ganhamos a hegemonia". O que cobrar do governo? Na visão de Bernardo Kucinski, é preciso cobrar "o recadastramento das concessões a empresas de comunicação, com aplicação da lei antimonopólios; regularizar as concessões, cancelar muitas; instituir um Plano Nacional de Aplicação das verbas públicas de propaganda, especialmente no processo digital; mudar a política para as rádios comunitárias; reforçar o sistema público de TV; reconstruir o sistema de comunicação estatal; promulgar uma nova lei de imprensa". Tudo isso tendo como questão de fundo "a democratização do próprio estado". Para ele, a Fenaj e os Sindicatos de Jornalistas são fundamentais nesse processo.
Controle social da comunicação
Comunicação e Terra são dois setores do país que ainda não foram democratizados, reforçou o diretor da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), José Torves. Cita como exemplo a repressão sobre as rádios comunitárias - "é a criminalização dos movimentos sociais, com apreensão de equipamentos e por orientação do próprio governo", disse -, insistindo que "é preciso qualificar os movimentos sindical e social para o debate sobre a concentração da mídia". Torves quer ver, na Conferência de Comunicação, uma mobilização a exemplo de outras conferências (como de Saúde, Educação...). "Temos que usar a tecnologia digital a nosso favor, garantir a universalização do acesso à internet, o controle sobre verbas publicitárias (o veículo Jornal abocanha 15%), estabelecer uma política pública de comunicação para jornais alternativos e rádios comunitárias", defendeu Torves, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas do RS.
Preparação da CUT para o debate
A Pré-Conferência Regional Sul de Comunicação teve o objetivo de preparar os dirigentes cutistas para interferirem na Conferência Nacional de Comunicação, grande tema para o projeto de transformação da sociedade. A secretária de Comunicação da CUT nacional, Rosane Bertotti, acrescenta que a pré-conferência foi a primeira de uma série de 266 debates nos estados, até culminar com o Encontro Nacional de Comunicação da CUT, de 8 a 10 de julho, de onde serão tiradas as propostas a serem defendidas na Nacional, em dezembro. O assunto também será debatido no Congresso Nacional da CUT, marcado para os dias 3 a 8 de agosto. "A Comissão Nacional Pró-Conferência foi criada mas sequer se reuniu para organizar a Conferência, precisamos pressionar ainda para que ocorram as conferências regionais e estaduais. A comunicação é estratégica na disputa da hegemonia, por isso, a CUT tirou dois debates prioritários neste momento: a crise financeira (necessidade do controle social da produção) e a democracia na comunicação", adiantou Rosane.
Outras atividades rumo à Conferência
Dia 20 de maio, às 19 horas, acontece em Florianópolis, no mini-auditório da Fecesc (avenida Mauro Ramos,1624), a primeira oficina Pró-Conferência Nacional de Comunicação. O Sindicato dos Jornalistas de SC é um dos promotores. Já no dia 21 está sendo organizada Audiência Pública sobre a Conferência, das 9h às 12h, na Assembléia Legislativa. O evento foi convocado pelo Comitê Estadual Pela Democratização da Comunicação, do qual o Sindicato dos Jornalistas de SC faz parte.
Agência INFORMA informaeditora@terra.com.br
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
As condições econômicas para uma redução expressiva dos juros no Brasil estão dadas
*José Álvaro de Lima Cardoso
Recentemente o governo federal anunciou a decisão de reduzir a meta de superávit primário de 2009, dos atuais 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2,5%. Esta redução ocorrerá em parte pela retirada dos investimentos realizados pela Petrobrás do cálculo do superávit, o que já diminuiria a meta de 3,8% para 3,3% do PIB. Além disso, o governo está reduzindo em 0,75 ponto percentual o superávit do governo central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social), que vai passar de 2,15% do PIB para 1,40% do PIB. O esforço de Estados e municípios está sendo reduzido de 0,95% para 0,90% do PIB.
As várias manifestações da atual crise financeira no Brasil têm um diferencial fundamental em relação às crises de 1998, 2001 e 2002, só para lembrar das mais recentes. Nessas crises, quando ocorria a inevitável desvalorização cambial, a dívida pública, que em boa parte era indexada ao dólar, explodia, tornando o país insolvente. Na crise atual, em função das reservas cambiais, que tornam o setor público credor em dólar, a relação dívida pública/PIB até melhorou um pouco, caindo para 36% do PIB. É este processo que permite agora ao governo praticar política anticíclica através da redução do superávit primário. Se a relação dívida pública tivesse estourado, o movimento do governo neste momento teria que ser exatamente o inverso, aumentando o superávit primário para gerar receita para os crescentes compromissos com juros e amortizações da dívida pública.
Para a retomada do crescimento, poucas políticas são tão importantes quanto a redução da taxa de juros, que começou a ser realizada tardiamente a partir de janeiro último. Com a inflação sob controle e um processo drástico de desaceleração do nível de atividade, não há mais argumentos por parte do banco central para manter os juros nos níveis atuais. O comportamento dos juros futuros tem refletido essa constatação, apresentando queda expressiva em alguns papéis negociados pelo mercado financeiro, com queda histórica recorde nos juros reais praticados.
O ritmo de recuperação do crescimento da economia brasileira vai depender muito neste ano da redução dos juros básicos da economia. As condições econômicas para uma redução expressiva dos juros estão dadas. A taxa básica atual, abre um espaço enorme para a sua redução significativa. Por outro lado, o cenário é de uma inflação baixa e sob controle, combinada com atividade econômica bastante retraída. O câmbio, que poderia ser um problema sério para o controle da inflação, em função da rápida desvalorização a partir de setembro, voltou a um patamar de sua média histórica dos últimos anos, segundo o Banco Central (é fácil entender que com deflação mundial é pequena a margem de aumento dos preços dos produtos importados).
A redução decidida dos juros Selic neste momento, somada ao conjunto de medidas que o governo vem adotando nos últimos meses (com destaque para a redução do IPI dos automóveis, o aporte extra de R$ 100,0 bilhões para o BNDES, as obras do PAC e o pacote de R$ 100 bilhões de combate ao déficit habitacional), pode contribuir muito para uma retomada do consumo e dos investimentos, já para os próximos meses.
*Economista e supervisor técnico do DIEESE em Santa Catarina..
quinta-feira, 7 de maio de 2009
"Governador Luiz Henrique está comprometido com os patrões"
Audiência Pública, em Jaraguá do Sul, debateu Projeto de Lei que institui o Piso Estadual de Salários

Foto: lideranças dos trabalhadores e patronal estiveram na Audiência promovida pela Câmara, dia 6 de maio
Jaraguá do Sul – O governador Luiz Henrique da Silveira não encaminha à Assembléia Legislativa o Projeto de Lei que institui o Piso Estadual de Salário porque está comprometido com os empresários e ignora os anseios dos trabalhadores e trabalhadoras catarinenses. Esta foi a conclusão da Audiência Pública promovida pela Câmara Municipal de Vereadores na noite do dia 6 e que debateu a implantação do piso mínimo de salário para Santa Catarina. A Audiência foi uma solicitação da bancada do PT e reuniu dirigentes sindicais das mais diversas categorias e trabalhadores de fábrica, em sua maioria. Além de Francisco Alves e Justino Pereira da Luz, estiveram na audiência os vereadores Dico Moser, Natália Petri e Jean Leutprecht, além do representante da Associação Comercial e Industrial (Acijs), Charles Bretzke, o assessor jurídico da entidade, advogado Jackson Bastos e o diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos), economista José Álvaro Cardoso. A Câmara de Jaraguá do Sul já havia aprovado moção de apoio do Piso Estadual no ano passado.
Piso foi criado no governo FHC
O advogado Jackson Bastos foi o primeiro a se manifestar, sendo bastante criticado pelos dirigentes sindicais ao afirmar que o Piso Estadual de Salário seria inconstitucional. "O piso já existe em oito estados brasileiros, sendo Santa Catarina o único do sul do país que ainda não possui o valor diferenciado para o salário mínimo", retificou o economista do Dieese, José Álvaro Cardoso, lembrando que o piso estadual foi criado durante o governo Fernando Henrique Cardoso. O economista utilizou argumentos técnicos para comprovar que Santa Catarina pode instituir o Piso. "O crescimento do Brasil vem do mercado interno, representado pelos investimentos nas empresas e no consumo das famílias", apontou o economista, destacando a importância dos sucessivos aumentos do Salário Mínimo para a economia do país. Há poucos dias o governador do Paraná, Roberto Requião, reajustou o valor do piso estadual para R$ 629,00 (para SC, hoje, o valor está em R$ 587,00, na proposta das entidades sindicais).
O que fazer com R$ 587,00?
Para o presidente do STIVestuário, Gildo Antônio Alves, a argumentação do assessor jurídico da Acijs e dos sindicatos patronais "demonstra que o governador Luiz Henrique não recebe os dirigentes sindicais porque os empresários são contra o Piso Estadual de Salário". Representante da Fetiesc (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de SC) na Audiência, Gildo lembrou que "muitas categorias de trabalhadores terceirizados recebem o salário mínimo e, com o piso estadual, teriam a chance de conquistar um pouco mais", e questionou: "O que faz um pai de família ou um empresário com R$ 587,00, depois de pagar água, luz e as demais despesas mensais, como vai sobreviver?"
Orgulho e frustração
A dirigente da CUT/SC (Central Única dos Trabalhadores), Adriana Maria Antunes, destacou seu orgulho em morar em Santa Catarina, "o quinto PIB (Produto Interno Bruto) do país" e, ao mesmo tempo, sua frustração, "por não termos aqui o Piso Estadual, que teria impactos social e de desenvolvimento muito grandes". Representando a senadora Ideli Salvatti, Dionei Walter da Silva recordou que, quando ainda era deputado estadual, em 2004, a Assembléia Legislativa aprovou sua Indicação de apoio ao projeto sobre o Piso Estadual, "partindo de estudos feitos pelo Dieese". Dionei parabenizou a união das organizações sindicais em torno do assunto.
Movimento sindical unido na Campanha
Seis centrais sindicais, 15 federações e 480 sindicatos de trabalhadores de Santa Catarina, representando mais de três milhões de trabalhadores e trabalhadoras catarinenses estão mobilizados na campanha pela implantação do Piso Estadual de Salário. O coordenador do Dieese/SC, Ivo Castanheira, também contestou o assessor jurídico da Acijs: "O piso estadual está previsto na Lei 103/2000, da Constituição Federal". Castanheira acrescentou que o piso não abrange os servidores públicos municipais e que nenhum servidor estadual efetivo recebe menos do que R$ 587,00 por mês. "O PIB do estado, em 2007, cresceu 8,2%, a renda per capita é de R$ 14.539,00, maior do que nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná, e o piso estadual beneficiaria 400 mil trabalhadores e trabalhadoras", completou Castanheira.
O objetivo das entidades sindicais é de que o governador encaminhe o Projeto de Lei do Piso Estadual à Assembléia Legislativa, "onde faremos a disputa pela sua aprovação", reiterou o coordenador do Dieese/SC. Para o presidente da Fecesc (Federação dos Trabalhadores no Comércio de SC), Francisco Alano, isso não acontece porque o governador tem lado, o dos patrões. "A Fiesc é contra o projeto porque os pisos salariais negociados no estado são miseráveis", criticou Alano.
Dedo na ferida
O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, Narciso da Cruz, denunciou que em Jaraguá do Sul e Região prevalece a "lei do Gérson, porque os empresários querem levar vantagem em tudo". Narciso disse que muitas empresas metalúrgicas pagam o salário mínimo a seus trabalhadores e, para atingir o piso salarial da categoria, hoje em R$ 550,00, utilizam o adicional noturno e outros benefícios dos trabalhadores. Como a Convenção Coletiva de Trabalho dos metalúrgicos prevê pisos diferenciados a partir dos 50 trabalhadores na empresa, o dirigente citou exemplo de "patrões que abrem duas empresas no mesmo parque fabril, somente para não ficar acima do limite e, assim, terem que pagar o piso maior".
Participe do abaixo-assinado
"Faça a sua parte e assine", diz o texto da Campanha de abaixo-assinado promovida pelas entidades sindicais de SC, com objetivo de coletar pelo menos 50 mil assinaturas para dar entrada em Projeto de lei de Iniciativa Popular, na Assembléia Legilativa. A coleta prossegue até 31 de maio. O Projeto de Lei de iniciativa popular está baseado no Artigo 61 da Constituição Federal, regulamentado pela Lei Federal nº 9.709/1998 e no Artigo 2º da Constituição Estadual, regulamentado pela Lei Complementar nº 220/2002. Nesta sexta-feira (8), pela manhã, acontece reunião de avaliação da campanha pelo Piso Estadual de Salários, no auditório da Fecesc, em Florianópolis.
Informa - Editora Jornalística - informaeditora@terra.com.br
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CUT condena a ação dos latifundiários e banqueiros responsáveis pelos conflitos no Estado do Pará
Sobre o conflito ocorrido recentemente na fazenda Santa Bárbara, no sul do Pará, a CUT vem a público declarar que:
1. A base dos conflitos no campo, na Região Amazônica, é a grilagem de terras, titulações falsas e a concentração fundiária. São ações promovidas por latifundiários e banqueiros, sustentados pelo longo período de domínio neoliberal no estado do Pará.
2. Durante esse período, quando o povo paraense era governado pelo PSDB, a questão agrária era tratada como caso de polícia e que resultou no assassinato de inúmeros trabalhadores e trabalhadoras rurais, como ocorreu no episódio do Massacre de Eldorado dos Carajás. Esse período acabou!
3. Porém, a ânsia das elites brasileiras é avassaladora. Figuras de banqueiros e ruralistas são fiéis promotores dos lucros dos latifundiários que mercantilizam a Amazônia e que praticam verdadeiros crimes ambientais. Na defesa destes interesses está a mídia golpista, que divulga informações erradas sobre os conflitos de terra e que ajuda a criminalizar os movimentos sociais em todo o país.
4. A CUT está ao lado dos que combatem o latifúndio, a violência no campo e a destruição do meio ambiente.
5. A CUT é solidária à Governadora Ana Júlia Carepa em seu combate à violência no campo. A redução das mortes no campo nesse estado da Federação tem sido possível graças à derrota dos neoliberais e a ascensão de um governo que trata os movimentos sociais como legítimos defensores dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras rurais.
6. A favor da reforma agrária, da sustentabilidade ambiental e da soberania popular do povo paraense. É desse lado que nos encontramos!
Artur Henrique
Presidente Nacional da CUT
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